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Liturgia em Foco
 


Dentro de alguns dias reiniciaremos novas postagens!

Aguardem!



Escrito por Dom Paulo Francisco Machado às 10h29
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Cardeais: abuso litúrgico enfraquece a fé

Por CINDY WOODEN

Um enfraquecimento da fé em Deus, um aumento do egoísmo e uma queda no número de pessoas que vão à Missa podem ser relacionados ao abuso litúrgico ou às Missas que não são reverentes, foi o que disseram dois cardeais do Vaticano e um consultor.

O Cardeal Raymond Burke dos EUA, chefe da suprema corte do Vaticano, disse: “Se errarmos ao pensar que somos o centro da liturgia, a Missa levará a uma perda da fé.” 

O Cardeal Burke e o Cardeal espanhol Antonio Cañizares Llovera, prefeito da Congregação para o Culto Divino e os Sacramentos, falou ontem no lançamento de um livro em Roma.

O livro, publicado apenas em italiano, foi escrito pelo Pe. Nicola Bux, que serve de consultor às congregações para a doutrina da fé e para a causa dos santos, bem como para o gabinete responsável pelas liturgias papais.

A tradução para o português do título do livro do Pe. Bux seria, Como ir a Missa e não perder a sua fé.

Cardeal Burke disse àqueles reunidos para a apresentação do livro, que ele concordava com Pe. Bux que “os abusos litúrgicos causam um sério prejuízo para a fé dos católicos”.

Infelizmente, disse ele, “muitos padres e bispos tratam as violações das normas litúrgicas como algo sem importância quando, na verdade, são abusos graves”.

O Cardeal Cañizares disse que embora o título do livro seja provocativo, revela uma visão que compartilha.“Participar da Eucaristia pode nos enfraquecer ou nos fazer perder a nossa fé se não tomar parte dela apropriadamente,” e se a liturgia não for celebrada de acordo com as normas da Igreja, disse ele.

Cardeais: abuso litúrgico enfraquece a fé 1

Card. Antonio Cañizares Llovera eleva  a Eucaristia durante Missa na Basílica S. João Lateranense em 

“Isso é verdade que se esteja referindo à forma Ordinária ou Extraordinária do mesmo Rito Romano,”disse o cardeal.

O Cardeal Cañizares disse que ao mesmo tempo que tantas pessoas vivem como se Deus não existisse, elas necessitam de uma verdadeira celebração eucarística para lembrá-los que apenas Deus deve ser adorado e que o verdadeiro significado da vida humana vem apenas do fato que Jesus deu sua vida para salvar o mundo.

Pe. Bux disse que muito católicos modernos pensam que a Missa é algo que o padre e a congregação fazem juntos que, na realidade, é algo que Jesus faz.

“Se você vai a Missa em um lugar e depois vai a Missa em um outro, você não assistirá a mesma Missa. Isso significa que não é a Missa da Igreja Católica, que as pessoas tem o direito, mas é apenas a Missa dessa paróquia ou daquele padre,” disse ele.

Tradução: Missa Gregoriana

Cardeais: abuso litúrgico enfraquece a fé 2



Escrito por Dom Paulo Francisco Machado às 00h48
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Núncio apostólico no Brasil se pronuncia sobre a renúncia do Papa Bento XVI

"A nunciatura apostólica se uni à Igreja no Brasil para expressar sua profunda gratidão pelo ministério petrino, desenvolvido pelo Santo Padre Bento XVI".


Roma e o Vaticano pareciam ter ontem uma atmosfera adversa, mediante a apresentação da renúncia do Papa Bento XVI à cátedra de Pedro, ocorrido na última segunda-feira, 11, durante um encontro com cardeais, na Santa Sé. Apesar da chuva, registrou-se um grande movimento de peregrinos e jornalistas diante da praça de São Pedro.

No Brasil, o núncio apostólico, ou seja, o representante do Papa em terras brasileiras, dom Giovanni d'Aniello, falou oficialmente, como a nunciatura apostólica brasileira recebeu a notícia sobre a renúncia de Bento XVI.

No pronunciamento na tarde desta terça-feira, 12, dom Giovanni disse ter recebido o anúncio com surpresa, conforme aconteceu com todo o mundo. Expressou ainda gratidão pelos anos em que Bento XVI exerceu o ministério petrino na Igreja, caracterizado, segundo ele, por uma alta espiritualidade, profundo a amor à Igreja, intensa reflexão teológica doutrinal e uma sincera busca pela unidade.

Para dom Giovanni, a renúncia de Bento XVI foi muito surpreendente principalmente pela reação a nível internacional, o que mostrou o carinho de todo o mundo pelo Pontífice. "Unamo-nos a essa surpresa e rezemos todos pelo Santo Padre", disse.

Leia o pronunciamento na íntegra:

A nunciatura apostólica, como todo mundo, recebeu com surpresa a notícia da renúncia do Santo Padre Bento XVI à Sé de Pedro, anunciada durante um consistório para três canonizações, no dia 11 do mês corrente.

Nós convidamos a todos a acompanhar em oração a decisão do Santo Padre, tomada depois de ter examinado, repetidamente, sua consciência diante de Deus e perfeitamente consciente da importância da decisão para vida da Igreja. A nunciatura apostólica se uni à Igreja no Brasil para expressar sua profunda gratidão pelo ministério petrino, desenvolvido pelo Santo Padre Bento XVI, durante os anos do seu pontificado, caracterizado por uma alta espiritualidade e profundo amor pela Igreja; uma profunda reflexão teológica doutrinal e uma sincera busca da unidade, tendo entre as suas preocupações a caminhada da humanidade, rumo ao encontro com Cristo - Caminho, Verdade e Vida. 

À assistência do Espírito Santo e à intercessão de Nossa Senhora Aparecida, confiamos este momento particular da Igreja, certos que Deus Pai continuará a guiá-la nos seus passos.

Fonte: Canção Nova Notícias 



Escrito por Dom Paulo Francisco Machado às 11h02
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“Por muitos” ou “por todos” no momento da consagração? Há quem não se renda.


IHU – A nova tradução das palavras da consagração, desejada pelo Papa, está próxima de chegar também à Itália, embora já tenham sido anunciados protestos e desobediência.

A reportagem é de Sandro Magister, publicada no sítio Chiesa, 29-01-2013. A tradução é do Cepat.

Enquanto se conclui a “recognitio” vaticana, da nova versão italiana do missal romano, o debate sobre a tradução do “pro multis”, na fórmula da consagração eucarística, registrou novos empuxos. O último tem como autor o teólogo e bispo Bruno Forte.

Num artigo publicado em “Avvenire”, no dia 19 de janeiro de 2013, Forte novamente se posicionou, decidido, pela tradução do “pro multis” como “por muitos” ao invés de “por todos”, forma como vem sendo utilizada há mais de quarenta anos na Itália e, semelhantemente, em muitos outros países.

“Por muitos” é a tradução que o próprio Bento XVI exige que se adote nas diferentes línguas, como explicou numa carta direcionada aos bispos alemães, em abril de 2012.

Efetivamente, há algum tempo a tradução “por muitos” está sendo utilizada em vários idiomas e países, sob o impulso das autoridades vaticanas e, pessoalmente, do Papa. Entretanto, ainda são registradas resistências.

Tem se destacado, por exemplo, que em Londres, em Canterbury e em outras localidades inglesas, vários sacerdotes modificam intencionalmente o “for many” da nova versão inglesa do missal, aprovada pelo Vaticano, e dizem: “for many and many”. Na Itália, a nova versão ainda não entrou em vigor, mas, para quando aqui também se tornar lei o “por muitos” – como certamente acontecerá – já foram anunciados protestos e desobediência.

Defendendo com unhas e dentes a versão “por muitos”, desejada pelo Papa, o bispo-teólogo Forte enfrentou, conscientemente, a posição que prevalece numa ampla maioria, não apenas entre os teólogos e liturgistas, mas também entre os próprios bispos italianos.

Em 2010, reunidos em assembleia geral, os bispos italianos votaram quase por unanimidade pela manutenção do “por todos” na fórmula da consagração. Nessa ocasião, segundo os atos oficiais da Conferência Episcopal Italiana, Forte também se pronunciou em favor do “por todos”.

Contudo, agora ele diz que essas suas palavras não expressavam seu verdadeiro pensamento. Forte recorda que num encontro particular anterior – apenas com a direção da Conferência Episcopal Italiana – expressou sua preferência pelo “por muitos”. E se depois, na assembleia geral, pareceu voltar à manutenção do “por todos”, foi porque colocou em primeiro plano as “dificuldades pastorais” que uma mudança de tradução ocasionaria, semeando nos fiéis o temor de que a salvação de Cristo não é oferecida, de fato, “por todos”.

Membro da Comissão Teológica Internacional, anteriormente, e ordenado bispo em 2004 pelo então cardeal Joseph Ratzinger, Forte é hoje arcebispo de Chieti-Vasto. Contudo, há anos se destaca na carreira para sedes cardinalícias de alto nível, as últimas das quais seriam Palermo e Bolonha, cujos atuais arcebispos alcançam o limite de idade em 2013. Não apenas isto. Fala-se também de uma possível nomeação dele como secretário da Congregação Vaticana para a Doutrina da Fé, em substituição do atual titular, Luis Francisco Ladaria Ferrer, destinado para uma grande diocese da Espanha. E há quem relacione estas esperadas promoções com a insistência pela qual Forte defende o “por muitos”, desejado com firmeza pelo Papa.

No entanto, voltando à polêmica sobre o “pro multis”, em seu artigo em “Avvenire”, Forte se define contrário também às traduções sugeridas, nos meses passados, por dois biblistas e liturgistas italianos, Silvio Barbaglia e Francesco Pieri, calcadas sobre a versão “pour la multitude”, em uso na Igreja da França, “por multidões imensas” ou “por uma multidão”.

Os argumentos desses dois estudiosos – ambos inicialmente favoráveis em manter a versão “por todos” – se resumiram, no verão passado, num serviço de http://www.chiesa que colocava em relevo sua aproximação com as posições de Bento XVI.

Apesar disso, o segundo dos dois, Francesco Pieri, sacerdote da diocese de Bolonha e docente de liturgia, de grego bíblico e de história da Igreja Primitiva, tem contestado esta interpretação. Nega querer se aproximar das posições do Papa e continua considerando “ruim” e “falsamente fiel” a versão “por muitos”. Explica que propôs a versão “por uma multidão” como única alternativa aceitável diante do já “irreversível” abandono do “por todos”, decidido pelas autoridades vaticanas.

Inclusive, na segunda das duas notas por ele publicadas sobre este assunto, em 2012, na revista “Il Regno”, Pieri foi muito além. Escreveu que os estudiosos pelos quais Bento XVI fez referência, baseando-se neles em sua carta aos bispos alemães, não apenas são “pouquíssimos”, como também não são confiáveis: “Não são exegetas de profissão e mostram, além disso, uma mentalidade abertamente tradicionalista e preconceituosa, bastante crítica no que concerne à reforma litúrgica promovida pelo Vaticano II”.

Pieri, sobretudo, concluiu a nota com uma explícita ameaça de insubordinação, endereçada com um sarcástico chamado à libertação do rito romano antigo da missa: “Devido a já anunciada tensão que se derivaria da entrada em vigor da tradução “por muitos”, não está nada distante o risco de não poucos celebrantes burlarem este obstáculo, com adaptações ou utilizando ainda a fórmula precedente. Com qual credibilidade, com qual esperança de aceitação poderia ser invocado, então, o princípio de unidade pastoral, justamente na estranha estação eclesial que fortemente vê voltar, inopinadamente, uma forma do rito romano já substituída por sua reforma e, portanto, juridicamente “ab-rogada”? Ou, ao contrário, deveríamos invocar um motu próprio que permita utilizar uma subsequente forma extraordinária do rito romano em favor de quantos consideram que não podem aceitar, em consciência, a tradução “por muitos”? Mais do que nunca, seria oportuno que os fiéis e pastores da Igreja italiana e, em particular, os teólogos e as pessoas de cultura, manifestassem com franqueza, em todas as sedes com possibilidade de alimentar o mais amplo debate público, suas reservas em relação a esta temida escolha de tradução”.

Curiosamente, esta última convocação feita aos dissidentes se tornou realidade, precisamente, na mesma página de “Avvenire” – o jornal da Conferência Episcopal Italiana –, em que Forte defendeu as razões de “por muitos”. Junto ao artigo do bispo-teólogo há, com efeito, uma intervenção de sinal contrário, assinada pelo teólogo Severino Dianich, vigário episcopal da diocese de Pisa para a pastoral da cultura e da universidade, que conclui assim:

“Nesta altura me pergunto se não é justo se preocupar com apenas uma coisa, ou seja, pela verificação de uma possível mudança nos fiéis, sobretudo, nos menos doutos, nos mais pobres, naqueles que mais acolhem as coisas com a sensibilidade do que mediante o razoamento e que, inevitavelmente, ficariam perturbados com a mudança. Se não é indispensável, por que criar problemas? Vários bispos compreenderam muito bem a questão pastoral propondo, com grande sentido comum, que tudo permaneça como antes e que as palavras importantes, que há quarenta anos ressoam em nossas igrejas e que proclamam que o sangue de Cristo foi derramado “por todos”, não sejam mudadas.

Dianich é também quem escreveu o prefácio do livro em que Pieri defendeu sua tese: F. Pieri. “Per uma moltitudine Sulla traduzione dele parole eucaristiche”, Dehoniana Libri, Bolonha, 2012.



Escrito por Dom Paulo Francisco Machado às 08h46
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Batismo do Senhor

 

“Batizado o Senhor, os céus se abriram e o Espírito Santo pairou sobre ele sob forma de pomba. E a voz do Pai se fez ouvir: Este é o meu Filho muito amado, nele está todo o meu amor!”(cf. Mt 3, 16s).

 

Solenidade memorável a liturgia da Igreja nos apresenta nesta quadra inicial do ano de 2013: recordamos o Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo, com a precípua finalidade de relembrarmos o nosso Batismo. Batismo que nos introduz na vida da Igreja, lavando nosso pecado original e nos tornando membros da única e santa Igreja de Jesus Cristo. Como especialista em direito o que mais me fascina é a assertiva dos tratadistas canônicos que afirmam com grande cúria: “Pelo Batismo tornamos cidadãos do céu, fiéis com direitos e com deveres na Igreja de Cristo, aptos para a vida de comunidade”.

Batismo que significa uma renovação dos compromissos com a nova evangelização e uma fidelidade ao projeto de Deus, expresso na ação e nas palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo. Também com a solenidade do Batismo do Senhor encerramos o tempo santo do Natal.

Irmãos e Irmãs,

A primeira indagação de nossa liturgia de hoje deve ser a seguinte: Por que Jesus foi batizado? Para que batizar uma pessoa, que é Deus, e que não tinha pecado original? O Batismo de Jesus tem um significado especial, porque ele assinala o início da vida pública de Nosso Senhor. Toda a narrativa do Evangelho de Lucas fala das qualidades daquele que vem salvar a humanidade: maior que o grande e penitente, o profeta João Batista, filho muito amado do Pai, cheio do Espírito Santo que desce sobre ele em forma corpórea, e com ele permanecerá e dele será a testemunha através dos tempos; será o Cordeiro de Deus, que carregará todos os pecados, ou seja, será o salvador, o redentor da humanidade, o caminho que une o céu à terra, o garante da fidelidade da nova e eterna aliança.
O batismo que hoje lembramos caminha para outro batismo que recordaremos na Páscoa: a morte e ressurreição de Jesus. Quando os filhos de Zebedeu pedem a Jesus o privilégio de se assentarem um à direita e outro à esquerda na glória, Jesus lhes pergunta: “Aguentareis ser batizados com o batismo com que tenho de ser batizado?”(cf. Mc 10,38). Tudo isso para indicar que é pela morte que Jesus se torna a pedra fundamental de um novo mundo. E é pelo batismo que nós somos introduzidos nesse mundo novo, mas será pela morte a nós mesmos que nos tornamos pedras vivas da Casa de Deus, para usar uma expressão do primeiro Apóstolo, São Pedro.
No Evangelho de hoje(cf. Lc 3,15-16.21-22) João Batista, o precursor, o último profeta do Antigo Testamento, anuncia que Jesus vai batizar com o Espírito Santo, pois ele estava batizando com água. Manifestação ou anúncio do poder messiânico de Jesus, porque a força do Espírito Santo é capaz de purificar, de fortalecer, de restaurar, de quebrar as cadeias dos prisioneiros, de dar luz aos cegos e, sobretudo, de justificar, isto é, de fazer a criatura humana cumprir a vontade de Deus com amor filial. Assim, quem cumprir este caminho, pode ser como o Espírito de Jesus, o espírito da Santidade.

Meus irmãos,

O mandato do Batismo é do próprio Senhor Jesus que na hora da Ascensão, aludindo ao poder que tinha no céu e na terra, mandou batizar a todos os povos(cf. Mt 28,18-19). Assim, São Paulo, com grande cúria, numa de suas epístolas aos Efésios ensinou que: “Fortes selados com o selo do Espírito Santo” e este selo será o bilhete para a herança eterna, para a vida em Deus, para a vida da graça e da santidade.
Porque se deixar batizar? Não somente para se ver livre do pecado original, mas mais do que tudo isso, é aceitar a Jesus, é ter consciência da vida de fé que é chamado a participar da comunidade.
Outra dimensão importante do batismo é a dimensão missionária, porque todos nós queremos ver Jesus no clamor dos bispos brasileiros, dentro do mutirão da nova evangelização, e, particularmente, dentro do espírito permanente das missões que nos iluminou a V Conferência Geral do Episcopado Latinoamericano de Aparecida. Ver Jesus é exercitar nosso batismo, que é acima de qualquer coisa estabelecer uma santa sintonia entre as profecias anunciadas na primeira leitura e a missão de Jesus, professada no Evangelho pela manifestação do Espírito Santo, e colocada em prática pela Igreja militante que peregrina neste mundo de contradições, de sofrimento e de dor.

Meus caros irmãos,

A Primeira Leitura(cf. Is. 42,1-4.6-7), de Isaías, descreve aquele homem justo – cuja identidade a distância do passado apagou – que animou o povo judaico durante o exílio babilônico. A escola de Isaías lhe consagrou quatro cantos: os cantos do “Servo de Javé”. No primeiro canto, lido hoje ouvimos a eleição deste servo predileto de Javé, para levar ao povo e mesmo às “ilhas”(os continentes, os outros povos) a verdadeira religião, isto é, o verdadeiro conhecimento do Deus de misericórdia e fidelidade. Ele é aliança com os povos, luz das nações, para restaurar a paz e a felicidade de todos os oprimidos. Reconhecemos aqui o quase trágico universalismo dos judeus, que, no seu Exílio, tomaram consciência de serem as testemunhas do verdadeiro Deus no meio das nações.
A Segunda Leitura(cf. At 10,34-38) é o resumo do “querigma” ou anúncio dos Apóstolos ao mundo, proclamando a missão de Jesus como Messias e Filho de Deus, a partir de seu batismo por João. Em At 10, esta proclamação é feita aos pagãos, amigos do centurião Cornélio, o que dá um tom específico de universalismo a esta leitura.

Caros irmãos,

A liturgia de hoje não deixa de mencionar nosso próprio batismo e a filiação divina. De fato, se nós continuamos realizando o sinal de João Batista, é exatamente porque queremos unir-nos com Jesus que, neste sinal, assumiu a vontade de Deus e sua missão. Nosso batismo, portanto, nos torna partícipes da missão do Servo e Filho amado. Também nos qualifica como filhos, embora a nossa vida, com a graça de Deus, ainda deverá tornar-nos plenamente o que somos chamados a ser.
Assim o Espírito Santo de Deus desceu sobre Jesus enquanto rezava. Ele desce também sobre a comunidade dos fiéis reunida em oração, comemorando sua descida sobre Jesus no Rio Jordão. Ele nos fará reconhecermos como filhos e filhas muito amados de Deus em Jesus Cristo e dar testemunho desta vida no mundo. Essa é a nossa missão, nesta peregrinação que iniciamos com Jesus no início do tempo comum. Amém!

Pe. Wagner Augusto Portugal
Vigário Judicial da Diocese da Campanha - MG

 



Escrito por Dom Paulo Francisco Machado às 03h03
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